CID-10 J03 – Amigdalite Aguda
A amigdalite aguda é uma inflamação súbita das amígdalas, geralmente causada por infecções virais ou bacterianas. O CID-10 J03 é utilizado para classificar esse quadro, que pode afetar pessoas de todas as idades, mas é mais comum em crianças e adolescentes.
Neste artigo, vamos explicar as causas, sintomas, formas de transmissão e opções de tratamento para a amigdalite aguda.
A amigdalite é a inflamação das amígdalas, estruturas localizadas na parte posterior da garganta, que fazem parte do sistema imunológico. Quando essa inflamação ocorre de forma repentina e intensa, recebe o nome de amigdalite aguda.
O CID-10 J03 se divide nas seguintes subclassificações:
A amigdalite pode ser causada tanto por vírus quanto por bactérias, sendo as principais:
✔ Vírus: Adenovírus, vírus da gripe (influenza), vírus sincicial respiratório (VSR) e vírus Epstein-Barr (mononucleose).
✔ Bactérias: A principal é o Streptococcus pyogenes (estreptococo do grupo A), responsável pela faringite estreptocócica. Outras bactérias menos comuns também podem estar envolvidas.
Os sintomas variam conforme a gravidade da infecção e o agente causador. Os mais comuns incluem:
🔹 Dor de garganta intensa
🔹 Dificuldade para engolir (odinofagia)
🔹 Febre alta, especialmente em infecções bacterianas
🔹 Inchaço e vermelhidão nas amígdalas
🔹 Placas brancas ou pus nas amígdalas
🔹 Dor de cabeça e mal-estar geral
🔹 Gânglios linfáticos aumentados no pescoço
Em casos mais graves, a amigdalite pode evoluir para complicações como abscesso periamigdaliano, febre reumática (se não tratada corretamente) ou glomerulonefrite pós-estreptocócica.
A transmissão ocorre por contato com secreções contaminadas (saliva, gotículas de espirro ou tosse) e por objetos compartilhados, como talheres e copos. Ambientes fechados facilitam a disseminação do vírus ou bactéria.
O médico pode diagnosticar a amigdalite com base nos sintomas e no exame clínico da garganta. Em casos suspeitos de infecção bacteriana, exames laboratoriais podem ser solicitados:
🔹 Teste rápido para estreptococo – Detecta a presença da bactéria Streptococcus pyogenes em poucos minutos.
🔹 Cultura de secreção de garganta – Mais precisa, mas pode demorar alguns dias.
🔹 Exames de sangue – Como hemograma, útil para diferenciar infecções virais e bacterianas.
O tratamento depende da causa da infecção:
✔ Se for viral: A amigdalite geralmente melhora sozinha em 7 a 10 dias, e o tratamento é sintomático, incluindo:
✔ Se for bacteriana: É essencial o uso de antibióticos, geralmente penicilina ou amoxicilina. Em caso de alergia, podem ser usados azitromicina ou clindamicina. O uso correto do antibiótico evita complicações, como febre reumática.
⚠ IMPORTANTE: Nunca interrompa o antibiótico antes do tempo recomendado pelo médico, mesmo que os sintomas melhorem. Isso pode favorecer a resistência bacteriana e o retorno da infecção.
A retirada das amígdalas (amigdalectomia) pode ser indicada em casos de:
✔ Amigdalites recorrentes (mais de 5 a 7 episódios ao ano).
✔ Infecções graves que não respondem ao tratamento medicamentoso.
✔ Abscessos periamigdalianos frequentes.
✔ Dificuldade respiratória devido ao inchaço crônico das amígdalas.
O CID-10 J03 – Amigdalite Aguda classifica infecções das amígdalas causadas por vírus ou bactérias. Embora muitas infecções sejam leves e melhorem espontaneamente, casos bacterianos exigem antibióticos para evitar complicações.
Se você ou alguém próximo apresenta sintomas de amigdalite, é importante procurar um médico para diagnóstico e tratamento adequados.
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Médica formada pela UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), em Santa Maria/RS em 2007, com CRM/SC 20440. Cirurgiã Geral com residência médica no Hospital Nossa Senhora da Conceição em Porto Alegre/RS (RQE 11728) e Cirurgiã Plástica com residência médica no Hospital Ipiranga, em São Paulo/SP com RQE 11729. Além de especialista pelo MEC e pela Associação Médica Brasileira, é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
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