CID 10 – N39 – Outros transtornos do trato urinário
O trato urinário é responsável pela eliminação de resíduos do corpo e pelo equilíbrio dos fluidos, mas pode ser afetado por diversas doenças e disfunções. Quando um problema urinário não se encaixa em categorias mais específicas, os médicos utilizam o código CID-10 N39 – Outros Transtornos do Trato Urinário.
Se você recebeu esse diagnóstico e deseja entender melhor seu significado, subclassificações, possíveis causas e formas de tratamento, continue lendo este artigo.
O CID-10 N39 pertence ao grupo das doenças do sistema urinário e inclui diferentes condições que afetam o trato urinário, mas que não se enquadram em categorias específicas.
Isso significa que:
✔ O paciente apresenta problemas urinários diversos, que podem envolver bexiga, uretra ou rins
✔ O diagnóstico não se encaixa em códigos mais específicos dentro do CID-10
✔ O médico pode solicitar exames adicionais para determinar a causa exata do transtorno
O CID-10 N39 é dividido em subclassificações que especificam melhor os diferentes tipos de problemas urinários:
🔹 N39.0 – Infecção do trato urinário de localização não especificada
🔹 N39.1 – Retenção urinária (dificuldade ou incapacidade de urinar)
🔹 N39.2 – Incontinência urinária não especificada (perda involuntária de urina)
🔹 N39.3 – Incontinência de esforço (perda de urina ao tossir, rir ou fazer esforço)
🔹 N39.4 – Outras incontinências urinárias (abrange diferentes tipos de perdas urinárias)
🔹 N39.8 – Outros transtornos especificados do trato urinário
🔹 N39.9 – Transtorno urinário não especificado
Cada uma dessas subclassificações auxilia no diagnóstico preciso e no direcionamento do tratamento.
Os sintomas variam de acordo com o tipo de transtorno urinário, mas podem incluir:
🔹 Dor ou ardência ao urinar (indicativo de infecção urinária)
🔹 Vontade frequente de urinar, mesmo com pouca urina
🔹 Dificuldade para esvaziar a bexiga completamente
🔹 Incontinência urinária (perda involuntária de urina)
🔹 Urina com odor forte ou coloração alterada
🔹 Sensação de peso ou dor na região da bexiga
🔹 Febre e calafrios (em casos de infecção urinária avançada)
Se algum desses sintomas persistir, é importante procurar um médico para avaliação e diagnóstico adequado.
As causas podem variar dependendo do tipo de disfunção urinária e incluem:
🔹 Infecção urinária – causada por bactérias que afetam a bexiga e a uretra
🔹 Hiperplasia prostática benigna (HPB) – aumento da próstata que pode causar retenção urinária em homens
🔹 Fraqueza dos músculos do assoalho pélvico – pode causar incontinência urinária, principalmente em mulheres
🔹 Cálculos renais ou na bexiga – podem obstruir o fluxo urinário e causar dor intensa
🔹 Lesões neurológicas – problemas na medula espinhal podem interferir no controle da bexiga
🔹 Uso de certos medicamentos – diuréticos e relaxantes musculares podem afetar a micção
A identificação correta da causa é fundamental para um tratamento eficaz.
O diagnóstico inicia-se com uma avaliação clínica detalhada, onde o médico pode perguntar sobre:
🩺 Histórico de infecções urinárias ou cirurgias anteriores
🩺 Presença de dor ou dificuldade para urinar
🩺 Alterações na frequência urinária
🩺 Uso de medicamentos que possam afetar a função urinária
Além disso, exames podem ser solicitados para auxiliar no diagnóstico, como:
✔ Exame de urina (EAS e urocultura) – para identificar infecções
✔ Ultrassonografia do trato urinário – para avaliar bexiga, rins e próstata
✔ Exames urodinâmicos – para analisar o funcionamento da bexiga
✔ Cistoscopia – exame que permite visualizar o interior da bexiga
O tratamento depende do transtorno urinário específico e pode incluir:
✔ Antibióticos – para infecções urinárias bacterianas
✔ Medicamentos para controle da bexiga hiperativa
✔ Fisioterapia pélvica – indicada para casos de incontinência urinária
✔ Cirurgias minimamente invasivas – para obstruções urinárias ou cálculos renais
✔ Mudanças na dieta e hidratação – essencial para saúde urinária
Nos casos de incontinência urinária, técnicas como treinamento da bexiga e fortalecimento do assoalho pélvico podem ser indicadas para melhorar o controle urinário.
🚨 Presença de sangue na urina
🚨 Dor intensa ou sensação de peso na região da bexiga
🚨 Febre alta associada a sintomas urinários
🚨 Dificuldade extrema para urinar ou retenção urinária
🚨 Episódios frequentes de infecção urinária
O CID-10 N39 – Outros Transtornos do Trato Urinário engloba diferentes condições que afetam a micção, incluindo infecção urinária, incontinência, retenção urinária e outros problemas do trato urinário. Como esses sintomas podem indicar doenças mais graves, é essencial buscar avaliação médica para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.
Se você sofre com problemas urinários frequentes, consulte um profissional de saúde para identificar a causa e melhorar sua qualidade de vida.
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O CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) é uma ferramenta crucial para profissionais de saúde e epidemiologistas em todo o mundo. Desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o CID-10 desempenha um papel fundamental na monitorização e análise da incidência e prevalência de doenças, bem como na compreensão das tendências de saúde globais.
Esta classificação abrangente e universaliza padrões para a categorização de uma vasta gama de condições médicas, incluindo doenças, problemas de saúde pública, sinais e sintomas, causas externas de lesões e circunstâncias sociais. Ao estabelecer uma linguagem comum e uma estrutura padronizada, o CID-10 facilita a comunicação entre profissionais de saúde em diferentes regiões e permite a comparação consistente de dados epidemiológicos em escala global.
Ao utilizar o CID-10, os profissionais de saúde podem identificar com precisão as condições médicas, acompanhar sua prevalência ao longo do tempo e avaliar o impacto de intervenções de saúde pública. Além disso, o CID-10 desempenha um papel essencial na pesquisa clínica, na formulação de políticas de saúde e na alocação eficaz de recursos para atender às necessidades de saúde da população.
Em resumo, o CID-10 é uma ferramenta indispensável para a análise e monitorização da saúde mundial, fornecendo insights valiosos que ajudam a orientar ações e estratégias para promover o bem-estar das comunidades em todo o mundo.
Médica formada pela UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), em Santa Maria/RS em 2007, com CRM/SC 20440. Cirurgiã Geral com residência médica no Hospital Nossa Senhora da Conceição em Porto Alegre/RS (RQE 11728) e Cirurgiã Plástica com residência médica no Hospital Ipiranga, em São Paulo/SP com RQE 11729. Além de especialista pelo MEC e pela Associação Médica Brasileira, é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
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