CID10 – F813 – Transtorno misto de habilidades escolares

Transtorno misto de habilidades escolares

CID10 – F81.3: Transtorno Misto de Habilidades Escolares – O Que É, Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos

O transtorno misto de habilidades escolares (CID10 – F81.3) é uma condição que afeta o desempenho acadêmico da criança, prejudicando sua capacidade de aprendizado em diversas áreas, como leitura, escrita e matemática. Esse transtorno pode ser confundido com dificuldades pontuais na escola, mas trata-se de uma condição persistente que requer intervenção especializada.

Compreender o F81.3 é essencial para pais, professores e profissionais da saúde, garantindo que a criança receba o suporte adequado para se desenvolver plenamente.

O Que é o CID10 – F81.3?

O Transtorno Misto de Habilidades Escolares é um diagnóstico dentro do grupo de transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares (CID F81). Ele ocorre quando a criança apresenta dificuldades significativas em pelo menos duas áreas acadêmicas, como:

  • Leitura e escrita (dislexia, disgrafia)
  • Matemática (discalculia)
  • Compreensão e expressão verbal

Essa dificuldade não é causada por fatores como inteligência abaixo da média, problemas emocionais ou falta de ensino adequado. Pelo contrário, crianças com esse transtorno geralmente possuem inteligência normal ou até superior, mas enfrentam desafios em determinados processos cognitivos.

Causas do Transtorno Misto de Habilidades Escolares

As causas do CID10 – F81.3 ainda não são completamente compreendidas, mas estudos indicam que diversos fatores podem estar envolvidos:

1. Fatores Genéticos

  • Crianças com histórico familiar de dificuldades de aprendizado têm maior probabilidade de desenvolver o transtorno.
  • Estudos sugerem que genes relacionados ao processamento da linguagem e habilidades matemáticas podem estar envolvidos.

2. Alterações Neurológicas

  • Diferenças na estrutura e funcionamento do cérebro podem afetar a forma como a criança processa informações acadêmicas.
  • Áreas como o córtex pré-frontal, responsável pelo raciocínio e controle cognitivo, podem apresentar desenvolvimento atípico.

3. Fatores Ambientais e Psicossociais

  • Baixo peso ao nascer, prematuridade e exposição a substâncias tóxicas durante a gestação podem influenciar.
  • Fatores como ambiente escolar inadequado, ensino deficiente e dificuldades emocionais podem agravar o quadro.

Sintomas do Transtorno Misto de Habilidades Escolares

Os sinais do F81.3 variam de acordo com a criança e a gravidade do transtorno. Entre os sintomas mais comuns estão:

Dificuldades na Leitura (Dislexia leve a moderada)

  • Troca de letras ao ler (como “p” por “q” ou “b” por “d”).
  • Dificuldade em compreender textos e interpretar significados.
  • Leitura lenta e com muitos erros.

Dificuldades na Escrita (Disgrafia)

  • Letra irregular e pouco legível.
  • Erros frequentes de ortografia, mesmo em palavras simples.
  • Dificuldade em organizar ideias ao escrever textos.

Dificuldades em Matemática (Discalculia)

  • Problemas para compreender conceitos básicos, como adição e subtração.
  • Dificuldade em memorização de tabuada e sequência numérica.
  • Dificuldade em resolver problemas matemáticos lógicos.

Outras Dificuldades Associadas

  • Déficit de atenção e baixa concentração.
  • Ansiedade e baixa autoestima devido ao rendimento escolar inferior.
  • Desmotivação e resistência às atividades acadêmicas.

Diagnóstico do CID10 – F81.3

O diagnóstico do Transtorno Misto de Habilidades Escolares é feito por profissionais especializados, como neuropediatras, psicólogos e psicopedagogos. O processo envolve:

  1. Avaliação escolar: Relato dos professores sobre o desempenho acadêmico da criança.
  2. Testes neuropsicológicos: Exames para avaliar memória, atenção, raciocínio lógico e compreensão de leitura.
  3. Histórico clínico: Investigação sobre o desenvolvimento da criança, histórico familiar e fatores ambientais.

O diagnóstico precoce é essencial para que a criança receba suporte adequado e evite impactos emocionais e sociais negativos.

Tratamento e Intervenções para o Transtorno Misto de Habilidades Escolares

Embora o transtorno não tenha cura, diversas estratégias podem ser adotadas para melhorar o aprendizado e qualidade de vida da criança:

1. Atendimento Psicopedagógico

  • Técnicas específicas para melhorar leitura, escrita e matemática.
  • Uso de materiais adaptados e métodos lúdicos para o ensino.

2. Terapia Fonoaudiológica

  • Indicado para crianças com dificuldades no processamento da linguagem.
  • Exercícios para melhorar a fluência na leitura e compreensão verbal.

3. Acompanhamento Psicológico

  • Importante para lidar com a autoestima e frustrações relacionadas ao aprendizado.
  • Técnicas para melhorar a concentração e reduzir a ansiedade.

4. Suporte Escolar Personalizado

  • Professores podem adaptar atividades e avaliações para atender às necessidades da criança.
  • Uso de tecnologia assistiva, como audiolivros e softwares educacionais.

5. Estratégias para os Pais

  • Incentivar a leitura e a prática da escrita de maneira divertida.
  • Criar uma rotina de estudos em casa sem pressão excessiva.
  • Reforçar o aprendizado com jogos educativos.

Impacto do F81.3 na Vida da Criança

Crianças com Transtorno Misto de Habilidades Escolares podem enfrentar dificuldades emocionais e sociais, como:

  • Baixa autoestima: Sentem-se incapazes em comparação aos colegas.
  • Frustração: O esforço nos estudos pode não resultar em progresso significativo sem o suporte adequado.
  • Dificuldade de socialização: A falta de confiança pode levar ao isolamento social.

No entanto, com diagnóstico precoce e apoio adequado, muitas crianças desenvolvem estratégias para superar desafios e alcançar sucesso acadêmico e profissional.

Conclusão

O CID10 – F81.3 – Transtorno Misto de Habilidades Escolares é uma condição que afeta a aprendizagem em diversas áreas, como leitura, escrita e matemática. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para minimizar os impactos na vida da criança.

Se seu filho ou aluno apresenta dificuldades persistentes na escola, buscar um especialista pode fazer toda a diferença!

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O que é o CID-10?

O CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) é uma ferramenta crucial para profissionais de saúde e epidemiologistas em todo o mundo. Desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o CID-10 desempenha um papel fundamental na monitorização e análise da incidência e prevalência de doenças, bem como na compreensão das tendências de saúde globais.

Esta classificação abrangente e universaliza padrões para a categorização de uma vasta gama de condições médicas, incluindo doenças, problemas de saúde pública, sinais e sintomas, causas externas de lesões e circunstâncias sociais. Ao estabelecer uma linguagem comum e uma estrutura padronizada, o CID-10 facilita a comunicação entre profissionais de saúde em diferentes regiões e permite a comparação consistente de dados epidemiológicos em escala global.

Ao utilizar o CID-10, os profissionais de saúde podem identificar com precisão as condições médicas, acompanhar sua prevalência ao longo do tempo e avaliar o impacto de intervenções de saúde pública. Além disso, o CID-10 desempenha um papel essencial na pesquisa clínica, na formulação de políticas de saúde e na alocação eficaz de recursos para atender às necessidades de saúde da população.

Em resumo, o CID-10 é uma ferramenta indispensável para a análise e monitorização da saúde mundial, fornecendo insights valiosos que ajudam a orientar ações e estratégias para promover o bem-estar das comunidades em todo o mundo.


Confira abaixo a classificação do CID-10 por capitulos.

Capítulo Descrição Códigos da CID-10
Fonte: CID-10

Notas:

As lesões e envenenamentos (capítulo XIX) admitem dupla classificação: pela natureza da lesão (causas S00-T98) ou pela causa externa (causas V01 a Y98). Para morbidade, admite-se o uso por ambas as classificações. O SIH/SUS, em sua regulamentação, indica o uso do capítulo XIX como diagnóstico primário e o capítulo XX como diagnóstico secundário, quando possível.

Durante os primeiros meses de implantação da CID-10, foi admitido o uso do código U99 - CID 10ª Revisão não disponível, por dificuldades no treinamento e distribuição do material; assim, nesse período, deve ser considerada a existência de internações com diagnóstico não identificado.

I Algumas doenças infecciosas e parasitárias A00-B99
II Neoplasmas [tumores] C00-D48
III Doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos e alguns transtornos imunitários D50-D89
IV Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas E00-E90
V Transtornos mentais e comportamentais F00-F99
VI Doenças do sistema nervoso G00-G99
VII Doenças do olho e anexos H00-H59
VIII Doenças do ouvido e da apófise mastóide H60-H95
IX Doenças do aparelho circulatório I00-I99
X Doenças do aparelho respiratório J00-J99
XI Doenças do aparelho digestivo K00-K93
XII Doenças da pele e do tecido subcutâneo L00-L99
XIII Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo M00-M99
XIV Doenças do aparelho geniturinário N00-N99
XV Gravidez, parto e puerpério O00-O99
XVI Algumas afecções originadas no período perinatal P00-P96
XVII Malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas Q00-Q99
XVIII Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte R00-R99
XIX Lesões, envenenamentos e algumas outras conseqüências de causas externas S00-T98
XX Causas externas de morbidade e de mortalidade V01-Y98
XXI Fatores que influenciam o estado de saúde e o contato com os serviços de saúde Z00-Z99
** CID 10ª Revisão não disponível ou não preenchido ou inválido U99, em branco ou inválido

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